Notas
Mediador
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) vai intermediar as negociações entre a União Democrática Ruralista (UDR) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a colheita de uma roça de milho no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de São Paulo). A tentativa de invasão da fazenda São Domingos, supostamente para colher o milho, foi o estopim do mais grave conflito registrado na região, há duas semanas. Oito sem-terra foram feridos à bala - dois ainda internados em estado grave. Suplicy viajará para Presidente Prudente na sexta-feira para conversar com o fazendeiro Osvaldo Fernandes Paes, que se recusa a sentar à mesma mesa que os sem-terra. O fazendeiro diz que só vai permitir a colheita se houver um bom acordo. Do contrário, ele diz que vai acionar a Justiça e a UDR para impedir uma eventual ação do MST. Os sem-terra dizem que o único acordo possível é a colheita integral da roça, sem nenhuma participação para o fazendeiro.
Escritórios
BELO HORIZONTE - A UDR ensaia a reativação de 32 escritórios da entidade no Estado de Minas Gerais. O posicionamento dos ruralistas será de impedir novas ocupações e retomar as terras que estão com mandado de segurança ganho para reintegração de posse. Líderes da organização falam até em usar a força para defender as propriedades. Eles pretendem inicialmente pressionar o governo para que os mandados de reintegração sejam cumpridos. Um dos fundadores da UDR, Luiz Resende, dá o tom do estado de ânimo dos ruralistas do Estado: Se for preciso, utilizo até dinamite para impedir a invasão da minha propriedade, afirmou. Para ele, os pecuaristas estão perdendo a oportunidade de dar um último aviso ao governo para que a lei seja cumprida. Resende definiu a estratégia da UDR no tocante às ocupações. Vamos primeiro pressionar o governo para que a lei seja cumprida, principalmente na questão das reintegrações. Se isso não acontecer, poderemos até pedir uma intervenção no Estado, afirmou. Só assim o governo vai tomar medidas sérias contra essas invasões. O líder ruralista ressaltou que caso o Estado continue se omitindo, os fazendeiros farão dentro da lei, mas por conta própria, justiça. Vai ser na bala mesmo, garantiu. (Das agências)





