Notas
Operação de busca
não acha nada no PA
A operação da Polícia Federal e da Funai (Fundação Nacional do Indio), montada para apurar a suposta morte de 11 garimpeiros, uma índia e um bebê índio, no Parque Indígena do Tumucumaque (PA), no último dia 3, não resultou em nada. Até ontem, dez dias após a comunicação das supostas mortes pela Funai, a polícia não tinha conseguido localizar os corpos, nem a única pessoa que teria falado com dois garimpeiros feridos, o índio Aldo Cuxá Apalay. A Polícia Federal ainda espera um contato dele por rádio. A fracassada operação acabou por provocar a exoneração do administrador da Funai do Amapá, Amaro Lopes. O assessor especial da Funai, Arggeu Breda de Melo, que assumiu interinamente o cargo, disse que o próximo administrador pode ser indicado pelas lideranças indígenas. Um helicóptero, três aviões e 25 homens foram mobilizados para a missão que durou seis dias e cujo os gastos totais ainda não foram divulgados. Informações desencontradas e trapalhadas fizeram parte de toda a operação. A notícia das mortes foi divulgada por Amaro Lopes no dia 3 passado. O índio Aldo Cuxá Apalay, que estava no meio da reserva e disse ter sabido das mortes por dois garimpeiros feridos, entrou em contato com o rádio da Apitu da aldeia de Apalaí, na manhã daquele dia. No dia 4, quando a imprensa já havia divulgado o fato, uma equipe da Funai e da PF iniciou a investigação, até agora fracassada.





