São Paulo, 05 (AE) - Ao mesmo tempo em que desmente o Banco Central, a nota da juíza Selene Maria contraria também informação creditada pelo BC à diretora da secretaria da 4ª Vara da Justiça Federal, Sônia Maria Paulino. De acordo com o procurador-chefe do BC, José Coelho Souza, ela havia informado que o processo estava em poder da Justiça.
Na tentativa de explicar o sumiço do processo do Nacional, o Banco Central, ontem, deu quatro informações diferentes. No final da manhã, dois diretores - o de Finanças Públicas e Regimes Especiais, Carlos Eduardo de Freitas, e a de Fiscalização, Tereza Grossi - deram uma entrevista coletiva onde informaram que o processo estava de fato sumido e que não era visto desde março do ano passado. Eles acrescentaram que havia sido montada uma comissão para localizar o processo - e, mesmo não achando, seria possível reconstitui-lo. Duas horas depois, a assessoria de imprensa informou que o processo havia sido localizado na 4ª Vara. Em seguida, a mesma assessoria divulgou que o processo poderia não estar lá, mas no Ministério Público.
Finalmente, no fim do dia, veio a informação do procurador-chefe do BC, de que os documentos estavam mesmo na Justiça.

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