Nota

Caso Diniz
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo julgou-se ontem incompetente e mandou para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) o habeas corpus impetrado em favor da engenheira chilena Maria Emília Marchi, de 49 anos. Ela está presa há oito anos na Penitenciária Feminina do Estado, cumprindo pena de 26 anos, por participação no sequestro do empresário Abílio Diniz, em dezembro de 1989.
No pedido, o advogado Roosevelt de Souza Bormann alega que o sequestro teve motivação política - apoio à guerrilha salvadorenha. Em função disso, afirma, a engenheira deveria ser beneficiada pela Lei de Anistia e solta.
A engenheira chilena afirma que não teve qualquer contato com o sequestrado. Sua participação foi apenas de apoio logístico ao grupo, alugando a casa onde o empresário foi mantido em cativeiro, e comprando alimentos. Ela argumenta ainda que seu estado de saúde é precário, em consequência de torturas que teria sofrido no Dops quando foi presa.

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