Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, o deputado federal Ênio Verri integra o grupo de parlamentares que contesta a condução das votações polêmicas na Câmara. Para o petista, o retorno da discussão sobre a redução da maioridade penal em menos de 24 horas após a rejeição do projeto de lei "não foi constitucional". "As alterações mínimas foram realizadas e o período foi utilizado para ganhar apoio de parlamentares que não votaram conforme o presidente da Casa. Foi uma jogada regimental", afirmou Verri. O deputado do PT comparou o presidente da Casa, Eduardo Cunha, com um menino que perde o jogo de futebol na rua. "Quando o garoto é o dono da bola e perde o jogo, ele quer mudar os rumos da partida. O presidente está inovando nas regras com alterações mínimas nos projetos. A nossa objeção é legal e por isso, recorremos ao STF", comentou.
O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que foi o primeiro relator da PEC da Reforma Política mas foi substituído por Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a ação do STF colocará fim ao que chamou de "disparate". "Ninguém pode estar acima da Constituição da País", disse. Desde episódio semelhante na votação da Reforma Política, Castro tem feito oposição ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Defensores do resultado em plenário afirmam que a legislação trata do conteúdo do texto, o que permitiria que qualquer alteração de redação pudesse ser colocada novamente em votação. Segundo eles, o que foi aprovado foi uma emenda ao texto original, já que o parecer rejeitado era um substitutivo à matéria. (Rafael Fantin/Reportagem Local com agências)

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