Londrina- Até o final desta semana os serviços de resgates a vítimas de acidentes automobilísticos, como o Siate e o Samu, que operam na região de Londrina devem ganhar um grande aliado. Na tarde de ontem, um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que pertence à base de Brasília (DF), aterrissou no aeroporto da cidade. A missão da aeronave, inicialmente, é permanecer de 20 a 30 dias na região Norte do Paraná, atuando no resgate aeromédico.
De acordo com o inspetor da PRF Eliel de Oliveira, que também é enfermeiro, formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o deslocamento do helicóptero - que permite o resgate simultâneo de duas vítimas - para o local de um acidente deve acontecer todas as vezes que houver mais de três feridos ou no caso de pessoas presas em ferragens. Ainda segundo o inspetor Eliel, a aeronave estará à disposição para atuar não só nas rodovias, mas também em um raio de 80 km de onde estiver baseada, inclusive nas áreas urbanas. ''Se pudermos resgatar um baleado em um bairro de Londrina, por exemplo, vamos fazer'', destacou o inspetor.
Hoje, os comandantes da aeronave devem visitar hospitais da cidade para verificar quais oferecem condições de pouso ao aparelho. Inicialmente, o Hospital Universitário (HU) é o único que dispõe de um espaço físico capaz de receber o helicóptero. Outra reunião, abrangendo também o comando da PRF, será feita com o prefeito Barbosa Neto (PDT). A meta é definir os termos de cooperação do Samu com o serviço de resgate aeromédico, permitindo que o helicóptero opere na região Norte nos moldes que outra aeronave do mesmo modelo opera na região Metropolitana de Curitiba, contando inclusive com médico intensivista cedido pelo serviço de urgência e emergência.
O helicóptero que está em Londrina é do modelo Bell 407 e é pilotado pelos comandantes Carlos Eduardo e Gilda Carmona, que é a primeira mulher policial a comandar um desses aparelhos. Gaúcha da cidade de Alegrete, ela começou na PRF como motociclista, é mãe de um menino de 11 anos e já tem mais de duas mil horas de voo no currículo.
Acostumada a missões complicadas comandando o aparelho, como trocas de tiros com traficantes, Gilda Carmona conta que já passou por todos os estados brasileiros e está ansiosa para iniciar a missão no Paraná. ''Estamos aqui para trabalhar. Fazer o resgate de uma vítima e ajudar para que ela continue viva é algo indescritível'', destacou.
Não há previsão sobre uma possível extensão da permanência da aeronave em Londrina. Não há confirmação sobre outros tipos de missão para o aparelho que não seja o resgate de vítimas. A PRF tem 10 helicópteros para operar nas seis bases do país: Recife (PE), São Paulo (SP), João Pessoa (PB), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Brasília (DF).

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