Mais de quatro mil escolas públicas de ensino fundamental (1ª a 8ª série) das 80 maiores cidades do Norte e Centro-Oeste - 95% do total de escolas nas regiões metropolitanas dessas regiões - estão abaixo do ‘‘padrão mínimo de funcionamento’’, segundo levantamento feito pelo Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola). O Fundescola é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC) com o Banco Mundial (Bird), que prevê o investimento de cerca de US$ 1,3 bilhão, nos próximos seis anos, no sistema educacional básico nessas regiões e no Nordeste.
As instituições consideradas abaixo do padrão mínimo, nos dez Estados do Norte e Centro-Oeste serão as primeiras beneficiadas com o projeto. Nos conceitos dos técnicos do MEC e dos consultores do Bird, estão abaixo dos padrões as escolas sem condições básicas de funcionamento, como instalações, mobiliário, qualificação dos professores e planos de desenvolvimento. Segundo a coordenadora de Programas Especiais do Fundescola, Karla Kiffer, será criado um ‘‘ranking’’ das 800 escolas em piores condições, que serão atendidas com urgência na primeira fase do projeto.
Segundo Kiffer, o levantamento surpreendeu a comissão que visitou a região. Cerca de 500 dessas escolas terão de ser reconstruídas. Outras 3.025 necessitam de reparos, como obras de instalação elétrica, colocação de esquadrias em janelas e coberturas das quadras esportivas, para não expor os alunos ao forte sol daqueles Estados.
O Fundescola é uma extensão do Projeto Nordeste, outro convênio assinado entre o Bird e o MEC para investir nessa região, e que, sem ter cumprido todos seus objetivos, será extinto até o final do ano. Dos US$ 736 milhões previstos no acordo desse empréstimo, apenas US$ 478,8 mihões foram gastos, e vistorias técnicas apontaram má qualidade nas obras feitas pelos Estados.
Para evitar erros na aplicação desse projeto, o MEC e o Bird fizeram alterações no acordo. A principal, é que os Estados tinham que dar uma contrapartida financeira para ter acesso ao recurso, o que não será exigido no Fundescola, razão de ter sobrado verba do projeto.
O Fundescola foi lançado ontem em Brasília pelo ministro Paulo Renato e pela direção do Banco Mundial no Brasil e na América Latina. O empréstimo do Bird, de US$ 650 milhões, equivale à metade do total investido no projeto.Lindauro Gomes/AEO ministro Paulo Renato de Souza (c) e dirigentes do BirdEspecial para a AE

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