Norte discute reativação do trem de passageiros
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Londrina- Prefeitos e representantes dos treze municípios do eixo ferroviário Londrina-Maringá, Ministério dos Transportes, universidades estaduais de Londrina (UEL) e Maringá (UEM) e a Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) reuniram-se ontem em Maringá para discutir a reativação do trem de passageiros na região. Segundo o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, o primeiro passo definido para a implantação do trem é a realização de um estudo de viabilidade para identificação da demanda de passageiros. Pretendemos realizar 25 mil entrevistas. O estudo indicará, por exemplo, se as linhas de carga atualmente ociosas atenderão a demanda, afirmou Gomes. A expectativa é que o estudo, a ser realizado pela UEM, UEL e a TrensUrb, especializada no transporte de passageiros no Rio Grande do Sul, seja finalizado em seis meses.
De acordo com Gomes, o atual projeto objetiva atualizar um estudo realizado em 2000 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que apontou o transporte de passageiros na estrada de ferro Londrina-Maringá como um dos mais promissores do país. A região, diz o estudo, possui um padrão de desenvolvimento social e econômico dos mais elevados do país. Conforme o documento, os benefícios seriam econômicos e sociais com a melhoraria da oferta do transporte de massa.
A implantação do trem pé-vermelho para o transporte de passageiros e pequenas mercadorias beneficiará os seguintes municípios: Ibiporã, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva, Sarandi, Maringá e Paiçandu. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende liberar R$ 1,7 bilhão para projetos de transporte com trem de passageiros.
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), considerou a reunião proveitosa e avaliou que o projeto pode dar certo. Uma das vantagens é a possibilidade de integrar uma das regiões mais prósperas economicamente, ressaltou. Os estudos técnicos serão coordenados pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), assinalou que a implantação de um meio de transporte barato, seguro e rápido será um diferencial competitivo e consolidará a região como um polo de desenvolvimento econômico.


