Bogotá, 06 (AE-REUTERS) - O governo da Venezuela confirmou ontem (05) que os três cadáveres encontrados flutuando na margem de um rio na fronteira do país com a Colômbia são dos norte-americanos sequestrados, no dia 25, por supostos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Segundo o general Rigoberto Martínez, chefe-militar da região, os corpos estavam com as mãos amarradas, olhos vendados e ferimentos de bala.
Os três norte-americanos - Ingrid Inawatuk, de 41 anos, Terence Freitas, de 24 anos, e Larry Gay Laheenge, de 39 anos - eram membros de uma organização não-governamental e foram sequestrados ao retornar de uma visita à comunidade indígena colombiana uwa, no departamento de Arauca, noroeste do país.
O grupo defendia os uwas em Nova York contra a companhia Occidental Petroleum, que tinha interesses exploratórios no território indígena.
Os Estados Unidos qualificaram de "assassinato a sangue frio" a morte de seus cidadãos. "Condenamos as Farc nos mais fortes termos possíveis por este bárbaro ato terrorista", declarou Lee McClenny, porta-voz do Departamento de Estado americano.
McClenny disse ainda que o governo dos EUA pediu ao colombiano que prenda e extradite os autores do crime para que sejam julgados num tribunal norte-americano.
A administração do presidente colombiano, Andrés Pastrana, expressou solidariedade com os Estados Unidos e prometeu dar prioridade nas investigações.
Segundo o líder indígena José Cobaría, as Farc não simpatizam com sua tribo, ao contrário de outra guerrilha, o Exército de Libertação Nacional (ELN).
Nos últimos 13 meses as Farc sequestraram 52 estrangeiros, dos quais 31 foram libertados.

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