São José do Rio Preto, SP, 10 (AE) - Para evitar uma epidemia de dengue hemorrágica no Noroeste paulista, os municípios da região estão realizando "arrastões". A intenção é eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, segundo o diretor da Vigilância Epidemiológica de São José do Rio Preto, Cássio da Silva Melo.
De acordo com informações dos departamentos de Vigilância Sanitária dos municípios do Noroeste paulista, desde o início do ano a região já registrou 647 casos de dengue clássica. Do total, 311 estão em São José do Rio Preto, 213 em Riolândia, 50 em Paulo de Faria, 31 em Icem e 42 em nove outras cidades.
Em Riolândia, foi registrado de janeiro até hoje, média de um doente para cada 37 habitantes, o mais alto índice no Estado de São Paulo desde o surgimento da dengue. Um caso de dengue hemorrágica foi registrado no início de fevereiro na cidade. A paciente, uma menina de 12 anos, foi tratada em Votuporanga e passa bem. Arrastão - A prefeitura de São José do Rio Preto está contratando cerca de 700 pessoas para fazer um "arrastão" nos 250 bairros da cidade, durante uma semana, a partir do dia 20. Coleta de entulhos e eliminação de criadouros já foram realizadas na zona norte, onde foram registrados muitos casos da doença. A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) fará o treinamento dos contratados.
O prefeito Liberato Caboclo (sem partido) pediu a ajuda do bispo diocesano, dom Orani João Tempesta, dos padres e dos pastores no combate à dengue. A idéia é que eles orientem os fiéis durante as missas e outras cerimônias religiosas na eliminação dos criadouros.

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