Normas de conduta da Igreja são consequência
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quarta-feira, 21 de março de 2007
Lígia Formenti<br>Agência Estado 
Brasília- Em sua primeira entrevista depois de ser oficialmente nomeado pelo papa Bento XI arcebispo de São Paulo, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Odilo Scherer afirmou que Igreja não pode ser conhecida como a instituição que diz o que pode ou que não pode ser feito. ''Queremos muito mais do que isso. A Igreja tem uma proposta de vida. Queremos mostrar que Deus ama o ser humano e isso é o mais importante'', completou. As normas de conduta, afirmou, são consequência, não o objetivo maior da Igreja.
Scherer negou que a Igreja esteja sofrendo de um eventual anacronismo. ''Ela não está ficando para trás. Compreendo que existam pensamentos diversos, interpretações diversas sobre comportamentos. Mas a Igreja tem de ser coerente com o Evangelho'', completou.
Uma das grandes preocupações de d. Odilo será aumentar a presença da Igreja em São Paulo. ''Claro que os desafios sociais estão sempre estarão na ordem do dia. A pobreza, a miséria, o povo da rua, as situações de sofrimento, as questões da violência.'', afirmou
Para ampliar a participação da Igreja, ele espera aumentar o número de paróquias e se valer da maior participação de leigos. Logo depois de assumir o cargo, dia 29 de abril, ele deverá iniciar um trabalho para mobilizar e aumentar a participação da comunidade em várias áreas da Igreja.
Antes disso, d. Scherer quer dedicar sua atenção para a visita do papa Bento XVI ao País, entre os dias 9 e 13 de maio. Até maio d. Scherer vai acumular as funções de secretário-geral e arcebispo de São Paulo. No encontro da CNBB será realizada eleição para composição da nova diretoria da conferência.


