Norma da Anvisa divide farmácias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de agosto de 2004
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
A proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de farmácias e drogarias fazerem propaganda comercial de medicamentos, dividiu a opinião de proprietários do ramo em Londrina. Ontem, na cidade, ainda era possível ver cartazes publicitários de remédios em alguns estabelecimentos, já que a nova norma, publicada no Diário Oficial na última quarta-feira, passa a vigorar 30 dias depois da data de publicação.
Para o diretor comercial de uma rede de farmácias da cidade, Rubens Augusto, a medida ''não altera muito a rotina''. Segundo ele, os medicamentos indicados para os casos de impotência masculina eram os maiores ''alvos'' de propaganda. ''Isso porque o próprio laboratório dava desconto se a farmácia fizesse propaganda. Mas, no caso dos outros medicamentos já não fazíamos propaganda. Temos mais de 13 mil ítens, como fazer isso com todos?'', questionou.
Já o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Londrina, Jefferson Proença Testa, informou que deve discutir a medida na Justiça. ''É um absurdo a Anvisa querer agir na área dentro da farmácia, isso prejudica a liberdade de atuação'', afirmou.
Ontem, o gerente da Vigilância Sanitária em Londrina, Marcelo Viana de Castro, informou que a fiscalização do cumprimento dessa norma da Anvisa deverá ser feita durante o trabalho de rotina. ''Vamos orientar e fiscalizar à medida que formos passando nos estabelecimentos para trabalhos de rotina, como a renovação de licença sanitária'', explicou.
A norma proíbe a divulgação, dentro de farmácias e drogarias, de imagens e mensagens que caracterizem propaganda comercial de remédios, incluindo símbolos, desenhos, logomarcas, slogans, nomes de fabricantes e qualquer outro argumento de cunho publicitário dos medicamentos. A resolução só permite a divulgação dos preços de medicamentos por meio de listas, onde nenhum remédio poderá ter destaque. A medida pretende evitar a automedicação. Segundo informações da Anvisa, as farmácias que desobedecerem a norma poderão pagar multas que vão de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. (com Agência Folha)


