Nomes interferem no Vaticano
Nomes interferem no Vaticano
O sucessor do discreto e conservador dom José Freire Falcão, em Brasília, também se tornará cardeal. O mesmo não ocorrerá, porém, nos casos de dom Aloísio, dom Serafim e dom Lucas. Esses três cardeais não estão à frente de sedes cardinalícias. Quando se afastarem, o papa poderá elevar outros bispos ao cardinalato, para manter o atual peso da Igreja do Brasil no colégio eleitoral. Mas também poderá não o fazer.
O colégio eleitoral é composto atualmente por 106 eleitores. Desse total, apenas 24 são latino-americanos e 6, brasileiros. É um número pouco representativo para a população católica do Brasil. A Itália tem 38 cardeais e os Estados Unidos, 11.
Ao aposentar-se, os cardeais não perdem todas as suas funções. Podem continuar auxiliando o papa no comando da Igreja. É bastante provável, por exemplo, que o cardeal Moreira Neves continue em Roma prestando serviços a João Paulo II.
Até os 80 anos, os cardeais também participam do colégio eleitoral, podendo votar e ser votados. No caso do cardeal Arns, já aposentado, isso significa que ele poderá votar até setembro de 2001, quando chega à idade-limite. Depois disso, discretamente, Roma deixará de enviar-lhe convite para as cerimônias.





