Curitiba - Um dos resultados da articulação entre governo e movimentos LGBT foi a aprovação, em 2010, de um parecer normativo do Conselho Estadual de Educação (CEE) que autoriza a utilização do nome social em escolas públicas e privadas do Paraná.
A resolução vale apenas para documentos internos, como boletins e livros de chamada. ''Fica restrita à secretaria. Tudo o que está na escola sai no nome social. Só na documentação oficial precisa constar o nome civil'', explica Luciane Mendes, da Secretaria de Estado da Educação.
Ariadne França conta que a medida foi decisiva para o seu retorno à escola. ''O diretor explicou que meu nome de batismo ficaria na lista de chamada, mas que em parênteses estaria Ariadne. Ajudou muito'', afirma a esteticista.
O uso do nome social, no entanto, é autorizado somente para quem tem mais de 18 anos. ''Nessa idade, com tudo o que acontece, a pessoa já saiu da escola. Por isso estamos lutando para que elas [trans] sejam reconhecidas enquanto sua identidade de gênero desde o momento em que se dá a transformação'', diz o presidente da ABGLT, Toni Reis.
Luciane afirma que a secretaria tem conhecimento da reivindicação do movimento, mas alega que há limites legais. ''Estamos numa discussão interna para ver qual a melhor estratégia para provocar essa discussão. Mas temos que seguir as determinações do conselho. De qualquer forma, hoje já conseguimos incluir, na modalidade de educação de jovens e adultos, pessoas que tinham largado a escola.''(M.F.R.)

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