Noboa nega ser "refém" de militares
Quito, 25 (AE-AP) - O presidente do Equador, Gustavo Noboa, negou hoje (25) que seu governo seja "refém" dos militares que o levaram ao cargo, sábado passado, depois de derrubarem o presidente Jamil Mahuad. Em uma entrevista à televisão equatoriana, Noboa aproveitou também para criticar com dureza os políticos, ao mesmo tempo em que implorou para que eles se unam a seu governo para "levar adiante o Equador".
O mandatário, que jurará amanhã como presidente constitucional da República do Equador, também pediu a todos os equatorianos para que lutem unidos para eliminar a corrupção do país. Noboa acrescentou que o golpe de Estado "está enterrado, entretanto, podemos estar enterrando a nós mesmo caso não reagirmos rapidamente".
Durante a entrevista, concedida ao Canal 8 de televisão, Noboa afirmou também que "não estou agarrado a nenhum cargo em minha vida, estou aqui porque cumpro um dever". Noboa deverá ficar no cargo até 2003, como determina a constituição equatoriana.
Também hoje, o novo presidente ratificou a cúpula militar que apoiou a sua ascensão ao poder na madrugada de sábado, além de pouco mexer na lista de seus ministros.





