Quito, 26 (AE-ANSA) - Em uma cerimônia realizada no Congresso nacional, o novo presidente equatoriano, Gustavo Noboa, assumiu hoje (26) seu cargo à frente de "um governo de salvação nacional" para tentar tirar o Equador da que considerou a "maior crise de sua história".
Noboa, um advogado e professor universitário de 62 anos, jurou hoje como o 86º presidente da história republicana do Equador, cinco dias depois de assumir o cargo no Ministério da Defesa e depois da queda de Jamil Mahuad.
"O Equador está atolado na maior crise de sua história, a dolorosa crise que afeta a maioria deu origem ao surgimento de um espírito de descontentamento popular", afirmou Noboa após receber a faixa presidencial por parte do presidente do Congresso, Juan José Pons.
Cinco dias depois de uma revolta militar indígina-militar que formou um triunvirato que governou o país por apenas três horas, Noboa comprometeu-se a atender as necessidades dos índios e "erradicar as injustiças".
O movimento indígena foi decisivo na queda de Mahuad e, há três anos, na destituição do ex-presidente Abdalá Bucaram.
"Trabalhemos juntos por um novo país", pediu Noboa, que também conclamou os deputados a facilitar a aprovação de seus projetos pois, afirmou, "o ambiente de ingovernabilidade nos levou à crise atual". Noboa é o 10º presidente do Equador em 11 anos.

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