Londrina – A combinação trabalho em altura e Londrina remete quase que automaticamente ao bairro que mais se verticaliza na cidade: a Gleba Palhano. Nas últimas duas décadas, a antiga fazenda teve o panorama tomado por prédios de até 35 andares. Wilson Aparecido da Silva, de 38 anos, supervisor de equipamentos da construtora Plaenge, opera a grua que auxilia os operários e alimenta a estrutura dos edifícios. Do alto de 100 metros, a minúscula silhueta de Silva chama a atenção de quem passa ao lado da obra.
O supervisor conta que se surpreende com a pujança da cidade toda vez que sobe no alto de mais um prédio que ajuda a construir. "É um orgulho poder fazer parte deste momento histórico para o setor de construção civil de Londrina", ressalta.
Acostumado com a altura, Silva percorre toda a lança da grua com a cidade ao fundo. Ele destaca que os exames médicos são realizados constantemente. "Além de uma aptidão natural, quem trabalha a mais de 30 andares do chão tem que se cuidar", adverte. O supervisor conta que muita gente desistiu da profissão. "Eles fazem o básico no primeiro dia e, no dia seguinte, não retornam. Não é qualquer um que consegue, não".
Silva que é casado e tem duas filhas gêmeas de 9 anos, diz que a família aceita tranquilamente a profissão. "É claro que há um receio, mas como já trabalho há muito tempo com segurança de trabalho e nunca descuido da proteção, elas sabem que estou seguro em qualquer altura", tranquiliza. (C.F.)

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