No RN, novo mínimo vai gerar despesa extra de R$ 1,2 milhão
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quinta-feira, 23 de março de 2000
Por Juliano de Souza (especial para a AE) 
Natal, 24 (AE) - O secretário de Planejamento e Finanças do Rio Grande do Norte, Lindolfo Sales, disse que o aumento do salário mínimo para R$ 151,00 vai acarretar um acréscimo de R$ 1 2 milhão na folha salarial do Estado. O reajuste atinge a 59 mil funcionários públicos, do total de 86 mil. A grande massa de funcionários é composta de estatutários, que estão inseridos no regime jurídico único. A folha líquida do Rio Grande do Norte é de R$ 45 milhões.
"Na segunda ou terça-feira, iremos avaliar todos os dados, pois estamos no limite da Lei Camata", disse o secretário ao informar que o comprometimento da receita com o pagamento dos salários é de 61%. As principais fontes de arrecadação do Estado são: o ICMS (55% do total), Fundo de Participação Estadual (42%) e o restante é completado por royalties de petróleo, IPVA, IPI e exportações. Sales não quis adiantar se o Estado tem ou não condições de pagar um valor acima do salário mínimo proposto pelo governo federal.


