No último dia de propaganda gratuita em rádio e televisão, ontem, as frente do 'sim' e do 'não' mantiveram suas estratégias: a campanha do 'sim' exibiu depoimentos de mães que perderam filhos vítimas de armas de fogo e a do 'não' mostrou o presidente da frente parlamentar Pelo Direito à Legítima Defesa, deputado Alberto Fraga (PFL-DF), fazendo apelo para que as pessoas não abram mão de seus direitos.
Os contrários à venda de armas e munições no País ainda abordaram outro tema. Mostraram dados, na propaganda de rádio e TV, que indicam que o maior número de vítimas de armas de fogo está entre os jovens. Foi exibido ainda um videoclipe com artistas, médicos, cidadãos comuns e religiosos pedindo o voto no sim no referendo marcado para domingo.
A idéia foi fechar a campanha com um programa informativo, mostrando o quanto um acidente com arma de fogo pode destruir uma família. Em sua fala, Alberto Fraga pediu para que cada cidadão cumpra seu papel de mobilizar colegas em busca de votos para a frente do 'não'. Apelou ainda para o compromisso que cada cidadão tem para que seus direitos sejam respeitados, inclusive o de se defender com uma arma.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde 1º de outubro, quando começou a propaganda, as frentes parlamentares Por um Brasil sem Armas e Pelo Direito da Legítima Defesa tiveram 760 minutos de propaganda e inserções no rádio e na televisão. Foram 38 minutos diários, sendo 18 minutos de propaganda em bloco e 20 minutos em inserções.
Ontem também foi o último dia para a realização de debates, de comícios e reuniões. Até amanhã, será permitida a realização de propaganda com alto-falantes e amplificadores de som ou promoção de carreatas, passeatas e distribuição de material de campanha, inclusive volantes e outros impressos.
No domingo, a boca-de-urna está proibida, mas o eleitor pode usar camisetas e botons.

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