Anunciada em nível nacional, a greve dos funcionários dos Correios parece não ter atingido a meta de adesão pretendida, pelo menos em Londrina. Dos 400 trabalhadores na cidade, menos de 300 se juntaram ao coro contra alterações propostas no PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) e no plano de saúde da categoria. Ainda sobre este último benefício, a direção da estatal quer o pagamento das mensalidades saia do bolso dos servidores. O objetivo foi conquistado nesta tarde após uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

"É o início da privatização dos Correios", considerou o representante do Sintcom (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná), Cristian Felipe Pires. Com o despacho, que não pode ser contestado por meio de um recurso, já que o TST é a última instância da Justiça trabalhista brasileira, a expectativa é que o movimento de paralisação perca força aos poucos. "Vai contra a legislação vigente. Eles abriram a possibilidade de demissão em caso de descumprimento. Quem perde é a população", comentou.

Demonstrando abatimento, o sindicalista afirmou que "ninguém vai brigar por quem não deseja entrar na luta". Em Londrina, os serviços sequer foram interrompidos. Esse foi o mesmo retrospecto no restante do Paraná, que possui 5,8 mil empregados. Metade desse efetivo trabalha em Curitiba. Outro motivo para a interrupção das atividades seria a falta de reposição no quadro de servidores. Segundo dados do Sintcom, mais de 20 mil pessoas deixaram o órgão nos últimos anos.

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