Curitiba - No Paraná, para cada oito doadores de órgãos, apenas um transplante é realizado. Na Semana Nacional de Doação de Órgãos, a Secretaria Estadual da Saúde quer melhorar esta proporção incentivando a notificação rápida das mortes encefálicas e conscientizando as famílias sobre a importância da doação de órgãos.
De acordo com o coordenador da Central Estadual de Transplantes, Carlos Magno Guimarães, de 500 notificações feitas este ano até agosto, apenas 300 se tornaram doadores. Para melhorar a questão do diagnóstico de morte encefálica, a central está trabalhando para a criação de um curso de especialização para intensivistas. Atualmente, os profissionais têm que fazer a especialização em outros estados ou trabalhar sem essa formação específica, o que pode ocasionar perdas de doadores pela demora no diagnóstico.
A captação de órgãos em parceria com o serviço funerário ou Instituto Médico Legal (IML) é outra alternativa em estudo. Em alguns casos, como na doação de córneas, o transplante é possível mesmo que o doador já tenha morrido e não necessariamente seja caracterizada apenas a morte encefálica.
A lista de espera por um transplante no Paraná tem 2.723 pacientes, sendo que cerca de 700 deles esperam pela doação de córneas. Segundo o secretário estadual da Saúde, para cada dez pessoas na fila, apenas três conseguem fazer o transplante.

mockup