No PR, 440 mil se deslocam para trabalhar ou estudar
No Paraná, cerca de 440 mil pessoas se deslocam para estudar e trabalhar para municípios diferentes de onde moram, segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo inédito sobre as concentrações urbanas e arranjos populacionais de todo o país, divulgado no último dia 25, mostra que o maior fluxo do Estado ocorre na concentração urbana de Curitiba, com 340 mil pessoas nessa condição (77,2%), seguida pela região de Maringá, com 42 mil pessoas (9,6%); e a de Londrina, 32 mil pessoas (7,35%).
O estudo não considera as regiões metropolitanas, mas as áreas de conurbação. Essas três áreas concentram 94% do total de pessoas que precisam se deslocar para trabalhar ou estudar no Estado. O restante está dividido por outras 13 áreas espalhadas pelo Paraná, como Toledo, Ponta Grossa e Umuarama.
O emprego é o motivo que leva mais gente a se deslocar dentro de seus arranjos populacionais, com 335 mil trabalhadores em todo o Estado, o que corresponde a 78,4% do total. Em seguida, aparece o estudo, com 60,9 mil pessoas em deslocamento (15,3%). Já o grupo de indivíduos que trabalham e estudam em outras cidades soma 24 mil, ou 6,3% dos números estaduais.
Na área de Londrina, o trabalho, com 85,4%, é o maior motivador entre os principais arranjos, contra 80,6% da capital, 74,9% de Maringá. Por outro lado, é a que apresenta o menor fluxo por estudo, com 10,4%. Nesse quesito, Maringá lidera com 19,8%. Já o maior índice de deslocamento por trabalho e estudo é o da capital, com 6,6%.
Considerando apenas os municípios de origem e destino, os quatro maiores fluxos estão na capital. O maior deslocamento do interior é o de Sarandi para Maringá (Noroeste). Já o trecho Cambé para Londrina é o sétimo mais recorrente do Paraná, com 18,6 mil passageiros.
- Enquanto o arranjo populacional de Curitiba é formado por 18 municípios, o de Maringá tem nove, e o de Londrina, quatro
- Com 21,7 mil pessoas, aparece em quinto lugar no ranking estadual





