São Paulo, 28 (AE) - O pátio de apreensão da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), no bairro do Pari, está lotado de peruas clandestinas. No momento, dos 2.141 veículos apreendidos por motivos diversos, 1.517 são lotações. Em 1997, primeiro ano em vigor da lei que regulamenta o transporte alternativo, os fiscais apreenderam 4.900 peruas em situação irregular. No ano passado, foram 10.278. Só este mês, 1.064.
A SPTrans é responsável pela fiscalização de todo o transporte diferenciado da cidade: lotações, táxis, peruas escolares e bairro-a-bairro. Entre todos, os lotações são os maiores infratores. Para liberar o veículo os perueiros precisam pagar taxa de estadia no valor de 7,62 Ufirs a cada 12 horas, taxa de remoção de 310 Ufirs e multa de 3 mil Ufirs. Levam em média três dias para retirar o carro. "Depois vão para a rua de novo", diz o gerente-geral do Centro Integrado de Transporte, Marco Antonio Assalve.
Além de pagar taxas e multa, é preciso apresentar documentação pessoal e do veículo. "Temos de ficar atentos, porque há veículos roubados sendo usados como lotação", explica. "Procuramos atuar seriamente para que o veículo ao menos saia com a documentação regularizada."

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