O Paraná vai englobar três dos sete lotes de estradas federais que serão privatizados pelo Ministério dos Transportes. As estradas vão passar perto de Curitiba, vindo de São Paulo em direção a Santa Catarina. Serão repassados à iniciativa privada as BR-376 e BR-116. Quanto à localização das praças de pedágios, ainda estão sendo definidas pelo governo federal. A única regra fixa é que elas vão ser colocadas a cada 100 quilômetros.
De acordo com o diretor de Concessões e Operações Rodoviárias do Ministério, Lívio Rodrigues de Assis, o maior trecho é o que sai, pela BR-116, de Curitiba e vai até a divisa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, somando 408,5 quilômetros. O lote 2 é considerado o mais crítico, passando pelo Sul do Paraná e por municípios catarinenses, como Mafra. Atualmente, toda rodovia é em pista única, apesar do tráfego intenso, com muitos caminhões.
A rodovia está intransitável em diversos pontos, sendo que em alguns trechos tem buracos ou está sem acostamento. A intenção é que esse lote venha ser recuperado antes de ser licitado. Está em estudo a possibilidade de se colocar a praça de pedágio no município de Quitandinha (Sul do Estado).
O outro trecho (lote 6) está também na BR-116, mas ligando Curitiba e São Paulo. Esse percurso soma-se com o lote 7, que segue de Curitiba até Florianópolis, formando a Rodovia do Mercosul. O lote 7 engloba as BR-376 e BR-101. Nesses dois lotes, as praças de pedágios podem ser colocadas no município de Tijucas do Sul (Sul do Estado) e pouco depois da divisa com São Paulo.
Os dois lotes já vêm sendo recuperados pelo governo federal. Todo o percusso foi ou está sendo duplicado com recursos da União. No Paraná, a Rodovia do Mercosul já custou ao Ministério dos Transportes em torno de R$ 360 milhões. A superintendência regional do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) já duplicou os mais de 500 quilômetros que cruzam o Paraná.
No entanto, as obras da Rodovia do Mercosul não estão concluídas. Faltam colocar os acessos de viadutos e alguns contornos, próximos de Curitiba. Além disso, ainda não foram relocadas famílias que vivem em um trecho do contorno em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.(Israel Reinstein, de Curitiba)

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