Curitiba - O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) começou ontem um levantamento completo sobre as condições de vida dos trabalhadores sem-terra. No Paraná, mais de 800 pessoas do próprio MST vão percorrer os assentamentos para preencher os questionários até o próximo dia 25. De acordo com Isabel Grein, da Coordenação Estadual do MST, a idéia é saber quanto cada assentamento produz, como produz, se tem escolas, o número de analfabetos. ''Queremos conhecer melhor a base do MST para planejar nosso próprio trabalho'', explica.
A estimativa é que existam cerca de 17 mil famílias distribuídas em assentamentos por todo o Paraná. Segundo Isabel, a tabulação dos dados deve demorar pelo menos três meses. No total, serão mais de 20 mil questionários.
Ela nega qualquer intenção de traçar comparativos com o censo agrário realizado recentemente pelo Incra (leia texto ao lado). ''Esse trabalho é nacional e vinha sendo planejado há pelo menos dois anos'', garante Isabel. Ela diz ainda que há uma diferença básica com o censo agrário, que fez a pesquisa por amostragem. ''Nós vamos ouvir todas as famílias'', garante. (M.K.)

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