No Paraná, o Ministério Público (MP) relacionou algumas irregularidades cometidas por estabelecimentos farmacêuticos, o que resultou, em abril, em uma recomendação administrativa aos conselhos de farmácia e de medicina e ao Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos.
De autoria da promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, a recomendação pediu mais rigor no cumprimento de algumas normas, como a que veda, por exemplo, ao médico indicar nas receitas um estabelecimento farmacêutico para o paciente comprar, ou a que impede a propaganda de medicamentos ao leigo de produtos que exigem prescrição médica.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, Dennis Bertolini, a iniciativa do MP partiu de uma denúncia do próprio conselho, de que, em Curitiba, farmácias estariam desrespeitando a lei e colando cartazes, faixas e placas na parte externa do estabelecimento com propagandas de descontos de medicamentos. ''É uma prática que acaba levando o consumidor a comprar, muitas vezes sem precisar. O próprio disk-entrega descaracteriza a função do farmacêutico'', afirma.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), promoveu seminários para definir estratégias para o uso racional de medicamentos. Um levantamento feito pelo órgão apontou que 75% das prescrições de antibióticos por médicos no Brasil estão erradas e que a metade dos medicamentos prescritos é dispensada ou usada de forma inadequada. ''Grande parte das situações de agravo da saúde e de intoxicação por medicamentos está ligada à ingestão excessiva ou indevida de remédios'', avalia Franklin Rubinstein, diretor da Anvisa. (C.P. com Agência Brasil)

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