A maior necrópole de Londrina é o Jardim da Saudade, localizado na Avenida Saul Elkind (zona norte). No ossário do cemitério, ficam os restos mortais de pessoas cujos jazigos foram retomados pela Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf) por falta de manutenção e de pagamento de taxas.

Quando a reportagem foi ao local na manhã desta quarta-feira (2), não havia velas ou flores no ossário. O açougueiro Davi de Souza ressalta que é triste saber que essas pessoas não são lembradas. "Tem gente que nem sabe que os restos mortais do ente querido estão no ossário", apontou. "Por mais que a pessoa esteja morta, alguma coisa de sua vida foi deixada de recordação. Eu, por exemplo, não quero parar em um ossário quando morrer. Eu vou querer ser lembrado."

Já a cozinheira Cristiane de Souza Martins diz que não se importa com o Dia de Finados. "Não é que eu não tenha sentimento pela pessoa, mas eu sou evangélica e para mim o que importa é que depois de morta a pessoa esteja com Deus", argumentou. Ela conta que só foi ao Jardim da Saudade para acompanhar a sogra. "Eu respeito a crença dela."

De acordo com a Acesf, cerca 150 mil pessoas visitaram os 13 cemitérios municipais nas zonas urbana e rural de Londrina.(V.O.)

mockup