No Noroeste, parque e consórcio criam plano emergencial
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sexta-feira, 17 de agosto de 2001
De Umuarama 
A direção do Parque Nacional de Ilha Grande e o Coripa (consórcio de preservação ambiental que reúne seis municípios banhados pelo Rio Paraná) vão adotar um plano de emergência para prevenir e combater incêndios na reserva ecológica, localizada no Extremo Noroeste, na divisa entre o Paraná e Mato Grosso do Sul. A vegetação nativa nas ilhas e várzeas do Paranazão está muito seca por causa da estiagem e das geadas. A presença de turistas e pescadores, o tráfego na estrada dentro da Ilha Grande e o vento constante aumentam os riscos de incêndio.
Durante reunião realizada ontem, a direção do parque e o Coripa decidiram reforçar a fiscalização, fazer campanhas de esclarecimento a turistas e moradores, treinar voluntários para as brigadas de incêndio e fazer aceiros estratégicos em Ilha Grande.
Segundo o diretor-executivo do Coripa, Ricardo Witzel, os aceiros funcionariam como barreiras naturais em caso de incêndio, impedindo que o fogo se alastre por toda a ilha.O plano será colocado em prática a partir da próxima semana.
Criado em 97, o Parque Nacional de Ilha Grande tem cerca de 80 mil hectares distribuídos em aproximadamente 300 ilhas e ilhotas. A reserva abriga milhares de espécies vegetais e animais, alguns em risco de extinção como o macaco bugio, o veado pantaneiro e o jacaré-do-papo-amarelo. Em agosto de 1999, um incêndio destruiu 70% dos mais de 60 mil hectares de Ilha Grande, a maior do arquipélago. Foi um dos maiores incêndios florestais daquele ano no País.
''Estamos tomando todas as precauções para evitar outro desastre ecológico como aquele'', disse a gerente do parque, Maude Nancy Motta. O Ibama e o Coripa adquiriram equipamentos de combate a incêndio e instalaram seis torres de observação na reserva. Fiscais e voluntários dos seis muncípios estão de prontidão. (Vânia Moreira)


