'No mesmo dia ele já fica melhor'
Com apenas 7 meses de idade, Michel Canheti Duarte já freqüenta sessões de fisioterapia respiratória. Ele mesmo não gosta muito de algumas técnicas, mas a mãe, Patrícia Canheti Duarte, conta que o menino já melhorou bastante e até já diminuiu o uso de medicamentos.
O caso dele, segundo a mãe, é do conhecido bebê-chiador. Aos três meses (de idade) ele teve uma gripe que complicou e precisou tomar corticóide e antibiótico. Mas, mesmo assim, o quadro continuou. Era só esfriar o tempo que a respiração mudava, e ele ficava com aquele chiado no peito, conta.
Há três meses, Michel passa pelas sessões de fisioterapia respiratória semanalmente. No mesmo dia a gente já sente a diferença, ele sai da fisioterapia sem chiar, com a respiração bem mais tranqüila e dorme melhor, afirma a mãe.
Já Maria Augusta Milani Rosa, de 7 anos, começou a fisioterapia respiratória há pouco tempo, cerca de três meses, mas os problemas respiratórios vêm desde os 4 anos. Nessa época, conta o pai, Antonio Vicente Rosa, ela teve a primeira crise forte de asma. E entre a primeira e a segunda crise, teve uma internação por causa de pneumonia, lembra.
O tratamento com fisioterapia respiratória começou por acaso, quando a fisioterapeuta Márcia Aoki começou a reparar na postura da menina, que acompanhava o pai em algumas sessões de fisioterapia. Ela percebeu a postura e perguntou se minha filha tinha problemas respiratórios, lembra.
A partir daí foi feita uma avaliação e começaram as sessões. Já percebo melhoras significativas, antes ela usava muito mais medicamentos, que são caros e têm efeitos colaterais. A expectativa é que daqui a algum tempo ela não tenha mais crises, afirma o pai. No entanto, Maria Augusta já tem algumas deformações irreversíveis no tórax por conta da asma e da respiração deficiente. Isso nunca nenhum médico me falou, reclama o pai. (C.P.)





