Londrina - A cada 50 mortes no mundo ocasionadas por raios, uma é registrada no Brasil. A informação é do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora as ocorrências no País. Conforme estatísticas elaboradas pelo grupo, 87 pessoas morreram no Paraná após serem atingidas por raios entre os anos de 2000 e 2013. No mesmo período, foram 1.672 mortes no Brasil.
Conforme o Elat, 84 pessoas morreram atingidas por raios do início de 2014 até meados de novembro. Desse total, 56% viviam em áreas rurais. As regiões litorâneas também apresentam riscos para a população. No final de dezembro, quatro pessoas morreram após serem atingidos por um raio em Praia Grande, em São Paulo.
Especialistas do grupo alertam para um aumento na incidência de descargas atmosféricas no final deste verão, principalmente na Região Sul do País. Nas outras áreas, a quantidade de raios registrada também deve ficar acima do normal durante a estação. O clima mais quente e úmido favorece a formação das tempestades.
O meteorologista do Simepar Marco Antônio Rodrigues Jusevicius reforçou que é preciso agir com cautela. "É importante procurar abrigo longe de árvores e de ambientes abertos. O ideal é permanecer em imóveis fechados. É possível também ficar dentro dos carros, mas com os vidros fechados. Há uma regra utilizada nos Estados Unidos que vale para quem não quiser correr riscos. Quando você observa uma descarga atmosférica e, em menos de 30 segundos, ouve um forte barulho do trovão, é preciso procurar abrigo. Os perigos da incidência de raios ocorrem antes, durante e depois dos temporais", explicou. (V.C.)

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