Paris, 22 (AE) - No torneio feminino de Roland Garros este ano a disputa pela liderança do ranking não é tão acirrada como no masculino. A suíça Martina Hingis mantém-se na primeira colocação, com poucas chances de perdê-la. Mas seu desafio é outro: vencer o único Grand Slam que falta em sua carreira. Pode parecer incrível, mas jamais levantou o troféu em Paris.
Martina Hingis esteve bem perto de conquistar o título em 1997. Neste ano conquistou todos os outros troféus do Grand Slam
mas perdeu em Paris para Iva Majoli, que, praticamente, desapareceu depois deste título.
Os dias, porém, não deverão ser tranquilos para Martina Hingis. Muito provavelmente logo na segunda rodada terá um jogo bem difícil pela frente. Deve enfrentar a francesa Amelie Mauresmo, uma jogadora de força e talento, que derrotou na final do Aberto da Austrália, no início do ano. Mas jogando em casa, a poderosa Mauresmo pode causar um estrago.
Na mesma parte da chave está outra série ameaça à Martina Hingis. A norte-americana Venus Williams, que ao lado de sua irmã, Serena é apontada como uma das prováveis finalistas da competição.
A campeã do ano passado, a espanhola Arantxa Sanchez, desta vez, não vem assustando muita gente. Mas todos conhecem sua força e determinação. Na estréia, a espanhola já terá um duro teste diante da croata Mirjana Lucic. Esta tenista viveu sérios problemas familiares, como a denúncia de agressão de seu pai para que treinasse até a exaustão, ou mesmo recrimíná-la pelas derrotas. Agora, ela vive na Flórida, Estados Unidos, com o apoio de Nick Bollettieri, e ainda é uma incógnita a sua recuperação. Nos últimos torneios estava acima do peso.
Quem está em boa forma, sem dúvida, é a norte-americana Lindsay Davenport, que também luta pelo título de Roland Garros, com boas chances de levar de volta seu país a uma conquista em Paris.

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