O efeito do blecaute no Paraná foi maior na região da superintendência de Londrina, onde os quase 100 municípios sob sua jurisdição - que abrange os municípios pólos de Apucarana, Ivaiporã, Santo Antônio da Platina, Cornélio Procópio e Londrina - tiveram 100% de desligamento. A falta de energia levou de cinco a 50 minutos, variando de um município para o outro. Esta variação foi em decorrência do restabelecimento do sistema das subestações de energia.
Na região de Curitiba, o desligamento foi parcial, atingindo cerca de 60% dos municípios pertencentes àquela regional. Em Cascavel, cerca de 30% dos municípios ficaram sem luz; Ponta Grossa teve 15% do seu sistema comprometido. A única regional que não sofreu interrupção no sistema de energia foi a de Maringá. Na região Noroeste houve somente oscilações rápidas de tensão, com o sistema restabelecido rapidamente.
O superintendente regional de distribuição da Copel em Londrina, Elsson Marcos Spigolon, afirmou que, por causa do horário do blecaute, após as 22 horas, não houve maiores problemas. ‘‘Não era um horário de pico no consumo de energia e nem o comércio estava aberto, o que amenizou os problemas. Os transtornos maiores foram com o trânsito e as pessoas que estavam nas escolas’’, salientou.
Para Spigolon, o Paraná teve um restabelecimento rápido no fornecimento de energia por causa do sistema moderno implantado pela Copel, mais automatizado e que dispensa em muito o serviço manual para as subestações de energia, ao contrário de outros Estados. ‘‘Mesmo assim fomos afetados porque toda a distribuição da região Centro-Sul do País é interligada’’, explicou.
O problema no Paraná também foi amenizado, segundo Spigolon, por causa das Usinas Hidrelétricas da Copel espalhadas no Estado. ‘‘No momento em que houve perturbação no sistema de distribuição de energia, as nossas usinas se mantiveram em operação, o que ajudou o restabelecimento do sistema rapidamente’’, assegurou.

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