Curitiba- Pressão alta durante a gravidez é sinal de alerta. Atualmente, a maioria dos pais sabe que a hipertensão arterial pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê durante a gravidez. O que ainda se ignora é que o diabetes também é uma das doenças sistêmicas que pode complicar o período de gestação. A incidência não chega a ser alarmante, mas os números justificam uma divulgação maior do risco, no Dia Internacional do Diabético, programado para hoje. O diabetes gestacional, que é contraído durante a gravidez, atinge 4% das grávidas nos Estados Unidos. No Brasil a doença chega a 7% das grávidas.
Assim como no caso de hipertensão arterial, o diabetes também exige controle total durante a gravidez. A doença provoca distúrbios no metabolismo da mãe e do feto que podem levar a sérias consequências a ambos. Sob controle e com acompanhamento médico, a mulher pode ter uma gravidez tranquila, com possibilidade de ter um bebê sadio.
Para mulheres que já são diabéticas os médicos recomendam que a gestação seja programada para quando o nível de glicose estiver normal. Imediatamente após o diagnóstico da gravidez, a gestante deve procurar o serviço de saúde para o pré-natal. Como método de prevenção, o acompanhamento inclui o exame de glicemia de jejum, para medir o nível de glicose no sangue. Quando a mulher se enquadra no grupo de maior risco para o desenvolvimento da doença, é recomendável também o exame de intolerância à glicose.
Estão nesse grupo mulheres com idade acima dos 25 anos, obesas, com história familiar de diabetes, que tenham tido filho pesando mais de quatro quilos, tenham apresentado morte fetal sem outra explicação, problemas com formações congênitas em gestação passada e infecções recorrentes (por candida albicans).
Segundo a médica Silvana Chedid, o diabetes normalmente exige tratamentos e uma mudança nos hábitos de vida. As mulheres que sofrem da Síndrome do Ovário Policístico têm mais chances de desenvolver o diabetes tipo 2. Mulheres portadoras de diabetes também têm mais chances de sofrer aborto espontâneo ou ter um bebê com má-formação física ou natimorto.
Normalmente o diabetes gestacional ocorre porque a mulher aumenta a resistência em utilizar a glicose produzida pelo seu organismo. Essa resistência é provocada por hormônios produzidos na placenta, que bloqueiam a ação da insulina, provocando a elevação da glicose. Os sintomas mais comuns são o excessivo ganho de peso, inchaço e bulimia (comer demais).
Em relação à criança, o diabetes gestacional pode resultar na geração de um bebê com macrossomia, ou seja, gordo. Isso ocorre porque durante os períodos de elevação da glicose no sangue materno, há uma passagem bastante elevada da substância para o feto, através da placenta. O organismo fetal, por sua vez, tem dificuldade em lidar com um ambiente tão aumentado de glicose, e produz mais insulina no pâncreas.
O choque acontece após o parto. O bebê pode nascer com baixo nível de glicose no sangue (hipoglicemia), devido à insulina extra fabricada pelo pâncreas.

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