Medir o índice glicêmico e aplicar insulina já fazem parte da rotina diária do estudante de Londrina Fernando Favareto Silvério, de 25 anos, que desde os 12 descobriu que tem diabetes do tipo 1. ''No começo foi difícil, mas hoje em dia é tranquilo, e eu sou bem disciplinado'', ressalta. Contrariando a pesquisa que aponta que metade dos diabéticos desistem de tratar a doença por depressão, desânimo e medo de morrer, Silvério é um exemplo de que é possível conviver bem com diabetes.
Ele conta que é necessário medir seu índice glicêmico de duas a três vezes por dia, para determinar quanto será aplicado de insulina. ''Faço isso de manhã, antes do almoço e do jantar. Já se tornou um hábito, é como escovar os dentes'', relata o estudante, que aos 12 anos apresentou os primeiros sinais da doença, sede e cansaço constantes e perda de peso. ''Meu tio é médico, na época residente, e me encaminhou para fazer exames''.
Outro cuidado de Silvério é com a alimentação e a prática de exercícios físicos para manter o nível do açúcar controlado. ''É preciso disciplina porque a alimentação precisa ser feita em horários determinados. Mas, sempre tive a ajuda da minha família, que também mudou seus hábitos e incorporou uma alimentação mais balanceada e produtos dietéticos. Esse apoio faz muita diferença'', conta o estudante que costuma andar de bicicleta e caminhar.
Silvério também é bem informado sobre a doença e sabe que as consequências para a falta de cuidados demoram, mas não deixam de aparecer. ''Tem muita gente que abandona o tratamento por falta de informação, não sabem que as consequências vão demorar 10, 20 anos, mas que são graves'', disse, ressaltando que a falta de cuidados pode acarretar em cegueira, derrame, insuficiência renal crônica e amputações.
O estudante faz parte de uma organização não governamental (ONG) em Londrina, a Diabéticos Não Anônimos (DNA), que tem por objetivo levar informação aos diabéticos da cidade tanto com relação a doença, quanto aos direitos do paciente. Segundo o coordenador da ONG, Ricardo da Silva, o grupo de 160 diabéticos tem reuniões toda última sexta-feira do mês, no Hospital de Clínicas, para trocar informações e experiências. ''É um trabalho de formiguinha integrar todos os pacientes porque muitos tem preconceito, mas é importante porque você percebe que não é o único a passar por dificuldades'', ressalta Silva.
Serviço: Mais informações sobre as reuniões do DNA pelo telefone (43) 9944-5529.

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