No Brasil, 50 milhões não têm acesso a remédios
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segunda-feira, 15 de setembro de 2003
Sandra Sato<br> Agência Estado 
Brasília - O Brasil consome 40% dos remédios vendidos na América Latina, e mesmo assim, 50 milhões de brasileiros não têm acesso a estes produtos, advertiu ontem a deputada Jandira Fegalli (PCdoB/RJ), na abertura da I Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica. Até quinta-feira, profissionais de saúde, gestores e usuários discutirão a política de medicamentos do País e soluções para melhorar o acesso dos brasileiros à assistência farmacêutica.
O ministro da Saúde, Humberto Costa, em mensagem escrita, encorajou os participantes da conferência a proporem mudanças na atual política de medicamentos. ''Ela está e estará sempre aberta ao controle social e às mudanças que a sociedade organizada exigir'', disse o ministro, após relatar as ações desenvolvidas nos primeiros meses de governo. Entre elas, a edição da Medida Provisória 123, que define regras para reajustes e cria instrumentos para coibir abusos de preços.
O conselheiro da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) Omilton Visconde Junior informou que o setor farmacêutico no Brasil trabalha com 35% de ociosidade e quer ser parceiro do governo federal no projeto da farmácia popular. O representante da Febrafarma queixou-se das ''regras voláteis'' para o setor. Segundo ele, as regras impedem o capital privado de olhar a médio e a longo prazo com menos nervosismo e isso acaba refletindo nos preços.


