Nipo-brasileiro relata experiência
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Londrina - O general Akira Obara, ex-chefe da Comissão do Exército Brasileiro em Washington e ex-comandante do 2º Regimento de Carros de Combate (a 14 Brigada de Infantaria Motorizada e a Aviação do Exército), esteve em Londrina para ministrar uma palestra como parte da programação de lançamento do Londrina Matsuri. A palestra abordou o comportamento do povo japonês pós-tsunami. ''O objetivo é transmitir ao povo brasileiro e aos japoneses radicados no Brasil a realidade do terremoto, tsunami e vazamento nuclear ocorrido na região nordeste do Japão, suas consequências e a capacidade do povo nipônico em superar as adversidades'', resumiu o general, que esteve como voluntário nos locais mais afetados.
Segundo ele, o Japão não é um país dócil, pois já participou de muitos conflitos e isso o fez a se acostumar com a tristeza. ''Nos momentos difíceis o povo fica solidário'', observou ele. O general conta que presenciou a distribuição de água para os desabrigados realizada pela Cruz Vermelha e ficou impressionado com o senso de cidadania dos japoneses, mesmo em um momento de tragédia. ''Cada pessoa pegava apenas uma garrafa de água, não tentava pegar duas porque sabia que aquela garrafa poderia fazer falta para outra pessoa.''
Ele diz que esse tipo de comportamento acontece porque o Japão é um país antigo em relação ao Brasil. Ele acredita que daqui a 300 anos o Brasil também pode ter um comportamento semelhante.


