Londrina – Dois ataques a ônibus com a mesmas características e semelhantes a centenas de outros que marcaram as ondas de violência promovidas por facções criminosas em São Paulo e em Santa Catarina ainda desafiam a competência da polícia paranaense.
No mais antigo, em Paiçandu (Região Metropolitana de Maringá), quando um trio invadiu um ônibus em uma parada em frente à antiga rodoviária, rendeu o motorista, o obrigou a transitar por um quilômetro e logo depois ateou fogo no veículo, apenas uma testemunha foi ouvida e ninguém ainda foi preso. O crime aconteceu há 25 dias.
Conforme uma fonte da delegacia, há fortes suspeitas de que o ataque partiu da cadeia, de um grupo de traficantes preso dias antes. Um detalhe chamou atenção dos bombeiros que atenderam a ocorrência: um galão de combustível usado no ataque tinham a inscrição das iniciais do grupo paulista Primeiro Comando da Capital. Ainda assim, o delegado que preside o inquérito, Gustavo de Pinho Alves, descarta que a ação tenha sido orquestrada pela facção criminosa. O motorista foi o único a depor e nenhuma outra testemunha foi localizada.
Em Londrina, o atentado que aconteceu no domingo à noite está longe de ser solucionado. De acordo com o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Amaro, o caso está sendo investigado, mas ainda não há pistas sobre a motivação e a autoria do ataque. O crime aconteceu na Rua Simone Christina Juliani, no Jardim Novo Horizonte (zona norte), onde o ônibus – da linha 415 (Jardim Itapoá) - foi incendiado e completamente destruído. O delegado acredita que quatro elementos participaram da ação, um deles um adolescente de 14 anos, segundo as investigações. "Não podemos dizer que a ordem partiu de um presídio, ou que os envolvidos são ligados a alguma facção. A princípio, acredito que foi um simples ato de vandalismo. Mas teremos que aguardar a prisão para obtermos mais informações."

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