São Paulo, 11 (AE) - A ex-primeira-dama Nicéa Pitta depôs hoje no Departamento de Identificação e Registros Diversos -Dird - no inquérito que investiga a contratação irregular de funcionários fantasmas para a empresa Anhembi Turismo e Eventos. Segundo o delegado que preside o inquérito, Itagiba Franco, Nicéa apenas apresentou apenas dois nomes de altos funcionários que seriam fastasmas no Anhembi mas, não trouxe provas.
Nicéa depôs por quase seis horas e foi interrogada sobre quatro funcionários que ela teria indicado para a empresa. Por conta disso o delegado Itagiba Franco não descartou a hipótese de indiciá-la criminalmente. Desses indicados, três seria assessores no Anhembi e outro seu motorista particular. Os assessores, segundo Franco, ganhavam salários entre 3 e 6 mil reais. Já o motorista que continua trabalhando para ela não ganhava salário tão alto.
"Considero graves tanto as contratações quanto os salários. Acho muito dificil que (Nicéa) não soubesse que eles eram fantasmas", disse o delegado. Ainda em depoimento, Nicéa reafirmou que Paulo Maluf, o então secretário de governo Edivaldo Alves da Silva, o prefeito Celso Pitta e seu secretário de governo Carlos Augusto Meimberg indicavam funcionários fantasmas para o Anhembi. Itagiba Franco disse que vai convocar todos eles para prestar depoimentos.
A ex-primeira-dama ainda ratificou que o filho de Maluf, Flávio Maluf e o ex-presidente do Anhembi Ricardo Castelo Branco
insistiam que Celso Pitta não informatizasse o estacionamento do Anhembi, já que eles, segundo Nicéa, tiravam dinheiro por fora.
EMPREGADAS - O delegado Jorge Carrasco, que investiga suposto crime de corrupção ativa do prefeito Celso Pitta na compra de votos de vereadores, convocou para depor duas empregadas que trabalharam na casa do casal Pitta. Nicéa havia dito que as duas serviam café em reuniões ocorridas em sua casa, nas quais eram decididas as compras de votos de vereadores.

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