Nevoeiro muda a paisagem e fecha aeroportos do Rio e SP
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quarta-feira, 23 de junho de 1999
Por Fabiana Gitsio e Andréia Maia 
São Paulo, 24 (AE) - O forte nevoeiro da madrugada e no início da manhã de hoje mudou a paisagem da cidade, deu medo, e prejudicou a visibilidade nos aeroportos. Em São Paulo, quem saiu de carro de madrugada assustou-se com a baixa visibilidade. O Aeroporto de Congonhas ficou fechado das 6 horas às 7h40. O Campo de Marte só reabriu às 11 horas. O Aeroporto Internacional
em Cumbica, Guarulhos, operou por instrumentos. Com isso, os saguões ficaram lotados e muitos vôos atrasados. O fechamento de Cumbica e Congonhas complicou a vida de quem embarcaria para São Paulo no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, que também parou por falta de visibilidade.
O sindicalista Canindé Pegado, secretário-geral da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), viveu uma manhã difícil. Seu vôo para Brasília partiria de Congonhas às 8h24, mas ele só conseguiu chegar ao destino às 12h30 - duas horas depois de seu compromisso, uma reunião no Ministério do Trabalho para a aprovação do orçamento do Condephaat. "Foi transtorno na fila do check-in, no atendimento e na sala de embarque, lotada".
O problema afetou 57 vôos em Congonhas. Às 8h02, o aeroporto foi reaberto para decolagem e, às 8h50, para pouso. Mas a situação foi complicada o dia todo. Às 14 horas, os vôos da ponte aérea estavam com atraso de 90 minutos, segundo a Varig e a Rio Sul. Em Cumbica, o problema afetou principalmente os pousos. Houve forte redução de visibilidade, a partir das 23h55 de ontem até 5h40 de hoje. O aeroporto não fechou. Entre 5h40 e 7 horas, a situação melhorou, até que houve nova neblina. Só às 8h40 a visibilidade voltou ao normal.
O problema afetou 34 vôos, internacionais e domésticos - 17 deles foram desviados para os aeroportos do Rio, de Campinas, Brasília e Belo Horizonte. A outra metade chegou com atraso. Às 14h30, o vôo 768 da American Airlines, vindo dos Estados Unidos e com escala em Curitiba, com previsão de chegada a São Paulo às 8 horas, ainda não havia chegado. Pão-de-Açúcar - No Rio, o nevoeiro encobriu os principais pontos turísticos da cidade, como o Pão-de-Açúcar. O saguão do Aeroporto Santos Dumont ficou lotado. "Isso faz parte do inverno e o nevoeiro se dissipará sem provocar insegurança aos passageiros, ao contrário da nossa economia", brincou a economista Maria da Conceição Tavares, que iria para São Paulo.
Pelo menos 22 vôos que aterrissariam no aeroporto foram transferidos para o Galeão. O Santos Dumont reabriu às 9h30 e cerca de 36 vôos da ponte aérea decolaram com atraso.


