O jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63 anos, pode ser transferido, a partir da meia-noite de hoje, da clínica onde ele está internado, na zona sul de São Paulo, para a prisão no 77º DP (Santa Cecília). É o que ficou definido pelo Tribunal de Justiça (TJ), anteontem, ao rejeitar o pedido de ampliação do prazo da internação feito pelos advogados que o defendem.
O juiz Maurício Lemos Porto Alves, do Dipo (Departamento de Inquéritos Policiais), determinou que a escolta seja feita pelos policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) que estão na clínica vigiando Pimenta Neves.
Estão na mesma delegacia o ex-vereador Vicente Viscome, envolvido com a máfia da propina, e o estudante Matheus da Costa Meira, que invadiu um cinema de shopping em São Paulo atirando com uma submetralhadora.
O distrito é usado pela Polícia Civil para abrigar presos que têm curso superior completo ou que correriam risco em celas de cadeias normais na capital.
Pimenta Neves confessou ter assassinado com dois tiros sua ex-namorada e também jornalista Sandra Florentino Gomide, no último dia 20, em Ibiúna.
O ex-diretor de Redação do jornal ‘‘O Estado de S. Paulo’’ estava internado em razão de uma liminar do desembargador Maurílio Gentil Leite, do TJ, que se baseou em um laudo psiquiátrico particular sobre o estado mental dele.
A defesa do jornalista aguarda mais uma decisão sobre pedido de liminar em habeas-corpus, a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, para tentar derrubar a prisão preventiva decretada.
Anteontem, a assessoria do STF informou que o pedido seria distribuído segunda-feira.
É o terceiro pedido de habeas-corpus que a defesa fez em uma semana. O primeiro foi rejeitado pelo TJ, em São Paulo, e o segundo não passou pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça), em Brasília.
Os dois pedidos serão julgados de novo, definitivamente, a partir de outras informações do caso solicitadas pelo TJ e pelo STJ. No mínimo, isso deve levar um mês.

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