Neurologistas querem evitar que doença se desenvolva
Pouco conhecido, mal diagnosticado e geralmente tratado incorretamente, o mal de Alzheimer se tornou um grave problema para os países ocidentais, que registram um grande aumento no número de casos, com o envelhecimento global da população.
A ciência descobriu há pouco tempo uma pequena esperança para um futuro próximo: graças ao desenvolvimento de novos medicamentos, e talvez de uma vacina, os neurologistas esperam poder impedir o desenvolvimento da doença, e até atuar antes que ela apareça.
É quando as lesões cerebrais ainda são pouco importantes e os déficits neuropsicológicos menores que os medicamentos destinados a frear o processo patológico têm maiores possibilidades de eficácia, explica o professor Bruno Dubois, neurologista do hospital Pitié-SalpétriSre de Paris.
Atualmente, os esforços são feitos principalmente na tentativa de frear os sintomas na fase adiantada da doença. Mas os avanços na pesquisa científica modificam completamente o contexto desta patologia e indicam um tratamento cada vez mais precoce, disse Dubois.
Na França, há atualmente mais de 350 mil casos do mal de Alzheimer, 35 mil deles em pessoas de menos de 60 anos. Segundo o professor Dubois, o caso mais precoce registrado na França é o de uma mulher de 28 anos. (AFP)





