Neurocirurgião de 32 anos morre por Covid em Maringá

Lucas Pires Augusto trabalhava em Ivaiporã e é o segundo médico que atuava na linha de frente contro o coronavírus a morrer no Paraná

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

O Paraná registrou a segunda morte de um médico que atuava na linha de frente do tratamento de pacientes com Covid-19 neste final de semana. Com apenas 32 anos e sem problemas de saúde crônicos, Lucas Pires Augusto tinha dois filhos e emocionou amigos, familiares e colegas ao ter publicado em seu perfil que havia contraído o vírus fazendo o que amava, "cuidando dos pacientes com amor e dedicação”, escreveu antes de ser internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O CRM (Conselho Regional de Medicina) do Paraná e a SBN (Sociedade Brasileira de Neurocirurgia ) emitiram notas em que lamentam a partida precoce do profissional, que teve o óbito confirmado neste sábado (8), em Maringá. 


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. | Geraldo Bubniak/AEN
 



Lucas Pires Augusto era mineiro, concluiu a graduação em Medicina na UFPR (Universidade Federal do Paraná), e especializou-se em Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto (SP). Nesta instituição, pôde atuar no procedimento de separação das gêmeas siamesas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, que emocionou o Brasil pela complexidade, em 2018. Lamentavelmente, outro membro desta equipe, o norte-americano James Goodrich, 73, também perdeu a vida por culpa do novo coronavírus. Ele morreu em Nova York, em março. 



    

Ao longo da tarde desta segunda-feira, a FOLHA entrou em contato diversas vezes com a diretoria do Instituto de Saúde Bom Jesus, em Ivaiporã, hospital em que o neurocirurgião atuava. Entretanto, a reportagem não foi atendida. 


Em mensagem publicada por uma colega de Lucas,  o profissional foi considerado como o mais “brilhante” formando da turma. Augusto ainda foi lembrado pelos mais próximos como um bom marido, pai amável e homem de muitas virtudes.  


O presidente da SBN (Sociedade Brasileira de Neurocirurgia ), Luis Borba, também lamentou a morte do colega, o que considerou uma "tragédia" diante das circunstâncias em que ocorreu. “Toda morte é triste, sobretudo em casos como este, de um jovem com um futuro promissor pela frente, entendemos como uma tragédia. À família, os nossos mais sinceros sentimentos por esta lastimável perda”, disse. 


Em junho, o residente em Ortopedia e Traumatologia no Hospital Angelina Caron, Caio Martins Guedes, 33, teve o óbito confirmado pela Covid-19. Foi o primeiro médico da linha de frente contra o coronavírus a morrer no Paraná. 




Atualizada em 14/08/2020 às 11:37

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