Nestlé tem faturamento de RS 3,4 bilhões em 99
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quarta-feira, 24 de novembro de 1999
por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 24 (AE) - A Nestlé, líder no mercado brasileiro de alimentos, encerra o ano com faturamento de R$3,4 bilhões e um volume de produção em torno de 950 mil toneladas. Os investimentos somaram R$131,5 milhões, os resultados foram divulgados hoje pelo diretor presidente, Ricardo Gonçalves. Na sua opinião, o resultado obtido é positivo considerando que o mercado apresentou retração ao longo do ano, quando apenas alguns segmentos obtiveram crescimento.
"O balanço positivo se deve à preocupação da empresa com o contínuo aprimoramento dos seus produtos", afirma. O reposicionamento da estrutura organizacional, explica, proporcionou maior alinhamento das operações à nova conjuntura, criando unidades mais focadas em atividades específicas. "A reestruturação reflete a realidade do mercado, cada vez mais exigente e concentrado. Para nos mantermos na liderança, temos de ser mais ágeis em nossa ações e decisões", afirma.
Em 1999, a Nestlé fez 95 lançamentos com destaque para a linha de nutrição clínica, isotônico e água. Para o lançamento da nutrição clínica, das marcas Nutren e Peptamen, a empresa irá desembolsar US$6 milhões em três anos.
Exportações - As vendas ao mercado externo atingiram 20 mil toneladas neste ano, alcançando um faturamento de US$50 milhões. O resultado representa um crescimento de 11% em volume exportado sobre o ano anterior. Gonçalves acrescenta que, apesar dos baixos volumes no primeiro semestre, reflexo da crise econômica no leste europeu, houve retomada do crescimento das exportações a partir de julho somada a conquista de novos mercados, como as vendas de achocolatados para a China e de leite condensado e biscoitos para Angola. O Mercosul, afirma, também teve um bom desempenho com crescimento de 42% no volume de exportações em relação a 1998.
Neste ano, a Nestlé Brasil, realizou negócios com 29 países como Argentina, Ucrânia, Alemanha, entre outros. Os produtos mais exportados foram: café solúvel, achocolatados, chocolates, biscoitos, cereais, sorvetes, petfood e derivados de cacau.
Preço - As novas tabelas de preço da Nestlé, em vigor desde o início deste mês, emputa em reajustes que variam entre 5% e 9% dependendo do produto. Segundo o diretor presidente Ricardo Gonçalves, este é o segundo repasse do ano. Em abril, exemplifica, algumas categorias sofreram aumentos entre 3% e 6%. Ele acrescentou ainda, que a Nestlé concedeu aos seus funcionários aumento de salários da ordem de 5% aos funcionários em novembro. O diretor de divisão de sorvetes Raynond Bodenmann, disse à Agencia Estado que os investimentos neste ano atingiram R$ 15 milhões. "O faturamento deverá fechar com queda entre 2 e 3% sobre o ano anterior enquanto o volume produzido empata", afirma.
Pelas suas contas, os custos neste segmentos tiveram aumento de 15%, sendo que o repasse para o consumidor final ficou na casa dos 7,5%. Segundo ele, substituição de embalagens foi uma das alternativas encontradas para amenizar os custos. Gonsalves disse também que biscoitos e cereais foram os produtos que sofreram maior competitividade do mercado neste ano e as novas marcas nos setores de creme de leite e leite condensado acirraram ainda mais a concorrência.
Segundo Gonçalves, os maiores reajustes deste mês ficaram por conta do leite condensado, leite em pó e produtos do setor de refrigerados. "Esses produtos tiveram os preços aumentados 9%", afirmou. Ele não quis adiantar quanto a empresa deverá investir no próximo ano. Mas adiantou que a cifra será superior R$ 131,5 milhões desembolsados neste ano. Segundo Gonçalves, os investimentos neste ano, foram absorvidos no parque industrial, tecnologia e marketing.


