São Paulo, 2 (AE) - A Nestlé investiu R$ 40 milhões no lançamento da campanha publicitária intitulada Nescafé Open Up, que começa a ser veiculada este mês. "Como uma das principais marcas internacionais da Nestlé, o Nescafé gerou um faturamento global de US$ 10 bilhões em 1998, sendo a marca líder mundial de café, com 20% do mercado total, e também líder mundial do café solúvel, com 58% de participação", afirma Ricardo Gonçalves, diretor-presidente da Nestlé do Brasil.
Dados da ACNielsen apontam que o segmento de café solúvel representa 8% das 350 mil toneladas do total produzido no País. Líder desse mercado no Brasil, com uma participação de 73%, o Nescafé conta com mais de 90% entre as marcas mais lembradas pelo público (share of mind), graças aos investimentos em publicidade. Além de campanhas para a TV, rádio e anúncios impressos, o Nescafé investe em mídia exterior (ônibus decorados
relógios de ruas e outdoors, ações de amostragem, degustação e concurso ao consumidor).
A campanha sugere que as pessoas abram seus corações, suas mentes e olhos para novas oportunidades e para o que a vida tem de melhor a oferecer. O filme tem versões de 90, 60 e 30 segundos, que serão veiculados no Brasil em salas de cinemas e emissoras de TV abertas e a cabo. "No Brasil, a modernização da marca já vem acontecendo desde o ano passado, quando a Nestlé lançou no mercado os produtos Nescafé, Café com Leite e Nescafé Capuccino, que trazem embalagens diferenciadas e arrojadas", afirma Andrei Rakowitsh, diretor da divisão de alimentos e bebidas da Nestlé do Brasil. Exportações
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) mostram que o volume das exportações brasileiras de café solúvel em 1999 está muito aquém dos números obtidos no período de 1992 a 1997, quando a média de vendas ao Exterior atingiu 59.097 toneladas, correspondendo a 2.560.627 sacas de café verde de 60 kg.
As exportações para os Estados Unidos, também comparando o período analisado nos últimos quatro anos, sinaliza empate no volume e perda na receita. O volume teve aumento de 3,26% - 10.443 toneladas em 1995 contra 10.795 toneladas no ano passado. A receita diminuiu 45,34% - US$ 74.959 em 1995 ante US$ 40.973 99. Segundo a Abics, as exportações para esse mercado têm registrado sucessivas quedas nos últimos cinco anos.
Para a União Européia, no mesmo período, foram registradas perdas acentuadas, em função da sobretaxa, penalizando principalmente o café solúvel brasileiro. O volume exportado para a União Européia recuou 32,43%, significando venda de 8.560 toneladas em 1995 contra 5.784 em 1999. A receita caiu acentuadamente, acusando taxas negativas de 55,10%, gerando uma receita de US$ 63.239 em 1995 contra US$ 28.392 no ano passado. A média mostrou queda de 9,48%, o mesmo acontecendo no volume, menos 29,61% com 6.390 toneladas e US$ 40.338, respectivamente. A União Européia continua a taxar o café solúvel brasileiro em 10,5%.
A estimativa da Abics é de que este ano a indústria brasileira de café solúvel exporte exatamente o mesmo volume vendido em 1999: 45.300 toneladas, taxa 27,09% do volume obtido em 1995 ou menos 12,42% que a média obtida em 1995 e 1999. A projeção é de que a receita estimada do próximo ano alcance US$ 270 milhões, ou seja, 53,90% abaixo do obtido em 1995 e 22,84% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Máquinas - Segundo o presidente da Nestlé, a empresa deverá investir US$ 4,2 milhões na instalação de cerca de 3 mil máquinas para servir Nescafé em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Cada unidade custa em torno de US$ 1,4 mil. "Essa é a primeira etapa. Milhares de máquinas deverão ser instalada em todo o País", afirmou. Com a nova campanha Nescafé Open Up, o produto que representa 12% do volume de negócios da Nestlé deverá saltar para 16% até o final deste ano.
Exportação - De acordo com Gonçalvez, a empresa produziu no ano passado 15 mil toneladas de café solúvel. Deste total 7 mil foram absorvidas pelo mercado interno e o restante exportado, principalmente para a União Européia. Pela suas contas a exportação neste ano deverá alcançar 12 mil toneladas enquanto o mercado interno deverá crescer em torno de 3%. Gonçalvez acrescentou que os preços de solúvel foram reajustados 10% no ano passado.

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