São Paulo, 20 (AE) - A Nestlé lançou O LC1 Active, leite fermentado, que tem como público alvo o adulto. Com isso, o setor de refrigerados -- iogurtes, petit-suisses, sobremesas e leites fermentados -- deverá fechar o ano com participação de 25% no setor. Os investimentos somaram R$ 3 milhões.
Dados Nielsen apontam a liderança da empresa com 24,3% do mercado, enquanto a segunda colocada, a Danone, possui 20,4% de participação. Desde o Plano Real, o setor cresceu 45% no Brasil, alavancado pelo mercado de leite fermentado. Só esse segmento obteve incremento de 70%. O segmento movimenta hoje R$ 2 bilhões/ano.
Charles Chamouton, gerente de marketing da Divisão de Refrigerados da Nestlé, afirma que ainda há fôlego suficiente para um bom crescimento, já que o consumo per capita anual de refrigerados no Brasil é de somente cerca de três quilos por ano. Na Europa, o consumo per capita anual é dez vezes maior. "Neste ano, o crescimento do setor deverá ficar por volta de 3%", adianta.
O Brasil é o segundo maior mercado da Nestlé no mundo em volume de vendas -só perde para a França. Além disso, a Nestlé brasileira é a única unidade do grupo no mundo que rende à empresa a liderança no segmento refrigerados.
O público adulto vem se constituindo em um dos mais importantes targets, com um crescimento dos volumes de produtos direcionados a eles, como os naturais, a linha de baixa caloria e os funcionais, como o Omega Plus.
"Há dez anos, quem consumia iogurtes, por exemplo, eram só as crianças. Hoje, os adultos estão preocupados em manter a alimentação mais saudável", constata Chamouton.
Com o LC1 Active, a Nestlé espera obter mais 4% do segmento leites fermentados, do qual já participa com 36% em volume de vendas, com o Chamyto (leite fermentado para o público infantil). De acordo com Chamouton, as bases para o crescimento desse mercado devem seguir o fortalecimento da importância que os alimentos saudáveis vêm obtendo entre os adultos no país.
"O segmento de produtos lights com 0% de gordura cresceu muito e já representa 6% do total de iogurtes (representava 3% há três anos)" -esclarece Chamouton. "Além disso, o interesse em produtos que tragam benefícios comprovados para o organismo está crescendo -é o caso dos produtos com incremento de cálcio e a linha de iogurtes Omega Plus, por exemplo", afirma.

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