Santiago, 19 (AE-ANSA) - Ao serem descobertos pela polícia chilena, os membros de um grupo neonazista que tentava realizar um congresso no país suspendeu o encontro "até uma ocasião em que (a reunião) possa realizar-se sem nenhuma coação", segundo seu porta-voz.
O governo também deu por encerrada a reunião clandestina logo após localizar seus participantes num balneário próximo à capital.
O ministro do Interior Jorge Burgos disse que "as medidas foram tomadas a tempo para evitar qualquer tentativa maior de convocação", e que o encontro não chegou a reunir mais de 12 delegados, encontrados numa cabana de Concón, perto do porto de Valparaíso e a cerca de 120 km de Santiago.
Antes da chegada da polícia ao local ontem à noite, a imprensa e a televisão estatal já haviam descoberto o esconderijo.
A polícia não chegou a entrar na casa de veraneio nem efetuou prisões apesar de a reunião ter sido proibida pelo governo e provocado a realização de uma marcha de protesto na capital, que ontem reuniu alguns milhares de jovens.
O porta-voz do encontro, Arnel Epulef, confirmou o encerramento do pretenso congresso e disse que seis estrangeiros que haviam chegado ao Chile para participar do encontro seriam transferidos para outro local seguro até deixarem o país.

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