Neonazistas desafiam proibição de governo chileno
Santiago 17 (AE-AP) - Apesar da detenção de seu porta-voz e defensor público Alexis López, um grupo de neonazistas chilenos insiste em se reunir a partir de hoje (17) em algum lugar secreto do sul do país.
Versões divulgadas pela imprensa de Santiago dão conta que a reunião se estaria realizando em algum pnto próximo a Osorno, 920 quilômetros ao sul da capital chilena.
"Já estamos no local da reunião", anunciou Arnel Epulef, que substituiu López no papel de porta-voz do grupo, aos jornais El Metropolitano e La Tercera.
López se encontra detido desde o sábado à noite, por passar 44 cheques sem fundo cujo valor total é superior a US$ 10.000
infração pela qual tinha uma ordem de prisão emitida desde julho de 1999.
A infração vai levá-lo a julgamento, segundo decidiu no mesmo dia a juíza María Elisa Tapia, do 26º Tribunal de Pequenas Causas de Santiago.
López defendeu publicamente o encontro durante toda sua fase preparatória e, segundo Epulef, seria também o representante oficial do Chile na reunião. Mas, como disse seu substituto à imprensa, "esta função pode ser delegada".
A reunião internacional dos neonazistas foi proibida há semanas pelo governo do presidente Ricardo Lagos, mas Epulef afirmou que "não há modo de impedi-la".
Um informante anônimo do grupo avisou por telefone à Associated Press que não será divulgada nenhuma notícia sobre o econtro até a entrevista coletiva, que será dada após seu encerramento a jornalistas previamente credenciados que pagaram ao grupo uma taxa de US$ 120.
Segundo o El Metropolitano, de um total de 11 delegados estrangeiros esperados para o encontro, sete já teriam chegado ao Chile até sábado, "de forma legal, como simples turistas."





