Montevidéu, 13 (AE-AP) - Numa decisão judicial sem precedentes, três neonazistas uruguaios foram condenados por incitar o ódio racial através da Internet. Os condenados se dizem membros de um grupo chamado "Orgulho Skinhead". A juíza Ana Lima tomou a decisão com base nas acusações de "co-autoria no crime de incitação à violência racial" que havia sido feita contra os réus. A sentença é de primeira instância.
A polícia informa que foram apreendidos equipamentos de computação utilizados pelos réus, que têm entre 18 e 23 anos. Suspeita-se que o grupo tenha conexões com organizações similares no Brasil, Chile, Paraguai e Argentina. Essa "confederação" de neonazistas teria o nome de "Imperium". Suspeita-se que o líder do grupo esteja em Buenos Aires.
As investigações da polícia uruguaia duraram sete meses, após uma série de atentados com explosivos que levou à prisão de outras pessoas, inclusive um militar.
O presidente do Comitê Central Israelita, Saúl Gilvich, expressou "satisfação com o trabalho da polícia". Ele disse que a decisão da Justiça uruguaia é "sem precedentes, ao menos na América Latina", e que isso lhe parece "um precedente", já que a propagação de doutrinas violentas pela Internet nunca tinha sido punida, antes.

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