‘‘Nenhuma
barreira é
intransponível’’
Deixar de ‘‘olhar’’ para o deficiente como ‘‘algo’’ estranho, é um desafio para a sociedade. No livro que pretende lançar, a enfermeira Ana Paula Scramin dará dicas de como se comportar diante um deficiente sem tantos traumas. O objetivo, diz ela, é promover uma melhor interação entre a comunidade e os deficientes.
De acordo com Ana Paula, ao se aproximar de um deficiente, geralmente as pessoas ficam com receio de fazer qualquer abordagem. ‘‘A pessoa tem medo de uma reação agressiva por parte do deficiente ou de ser inconveniente. Por isso, o ideal na maioria dos casos, é se aproximar do deficiente e perguntar se precisa de ajuda’’, ensina Ana Paula.
Segundo ela, ao estabelecer um diálogo franco com o portador de deficiências, as pessoas descobrem que as barreiras existem, mas não são intransponíveis. Para ela, a grande dificuldade, além da própria deficiência física, é o preconceito da sociedade. ‘‘Este sim é o grande problema’’, desabafa.
Ana Paula faz parte do Centro de Vida Independente (CVI), uma entidade que reúne portadores de deficiências e que busca maior interação com a sociedade. Segundo ela, uma forma de diminuir a barreira entre comunidade e deficientes é a educação.
Como integrante do CVI, Ana Paula participa de palestras nas escolas públicas de primeiro e segundo graus e nas universidades. ‘‘As pessoas precisam conhecer os deficientes, saber das suas necessidades e das suas potencialidades’’, explica. (L.P.)

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