É preciso ''estudar'' o perfil do paciente para indicar o melhor método cirúrgico. Segundo o gastroenterologista Alberto Toshio Oba, nem todos os obesos têm perfil para se submeter à cirurgia, considerada a última etapa de um processo que pode demorar até 90 dias após a primeira consulta. ''Tem pacientes que adoram comer e que fica claro que a cirurgia vai trazer mais problemas do que benefícios. Por isso a importância do trabalho com psicóloga e nutricionista, que vão tentar fazer, primeiro, com que o paciente mude seus hábitos''.
Quem tem o perfil de comer muito doce, por exemplo, não tem indicação para a banda gástrica. ''Ele pode passar a comer alimentos calóricos, como sorvete e milk shake, que passam facilmente pelo estreitamento do estômago, e não vai emagrecer'', explica o cirurgião Milton Ogawa. ''Com a banda é preciso muita cooperação do paciente, pois ele não vai perder a fome'', diz a nutricionista Eliane Garcia.
A psicóloga Juliana Dinardi de Pinho ressalta que o paciente que tem o hábito de ingerir álcool também não é candidato a cirurgia. Além da grande quantidade de calorias do álcool e por ser fácil de ser ingerido, o grande mal é a que, com a cirurgia, a absorção é maior. Há ainda o risco do paciente usar a bebida para substituir o prazer de comer.
Da mesma maneira, a compulsividade pede acompanhamento psicológico e pode até ser empecilho para o paciente fazer a cirurgia. Isto porque, o paciente pode substituir a compulsão pela comida por outras coisas - sexo ou compras, por exemplo.(C.P.)

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